Curiosidades

VOCÊ SABIA…

 

BUSHIDO

Bushido significa literalmente, “caminho do guerreiro” – era um código de honra não-escrito e um modo de vida para os samurais (a classe guerreira do Japão feudal ou bushi), que fornecia parâmetros para esse guerreiro viver e morrer com honra.

“Seguir o bushido, é dar ênfase à lealdade, fidelidade, auto sacrifício, justiça, modos refinados, humildade, espírito marcial e honra acima de tudo, morrer com dignidade”.

Bushido é formado e influenciado pelos conceitos do Budismo, Xintoísmo e Confucionismo. A combinação dessas doutrinas e religiões, formaram o código de honra do guerreiro samurai, conhecido como bushido.

O Budismo se relaciona com o bushido, através do destemor do perigo e da morte. O samurai não temia a morte pois acreditava nos ensinamentos budista, que pregava a vida após a morte. Voltaria no encargo de guerreiro em suas contínuas reencarnações. Os samurais não tinham medo do perigo, as técnicas de meditação do Zen, foram usadas como um meio de limitar esse temor. Com os ensinamentos Zen, os samurais buscavam entrar em harmonia com seu Eu interior e com o mundo a sua volta. O desapego era a base do samurai, com a pratica do desapego, o samurai se tornou a maior casta de guerreiros que já existiu.

Bushido foi influenciado também, pelos preceitos do Xintoísmo, como a lealdade, o patriotismo, e a reverência aos seus antepassado. Com tal lealdade para com a memória de seus ancestrais, os samurais empenham essa mesma reverência ao imperador e ao seu daimyo ou senhor feudal. Xintoísmo também fornece importância para patriotismo com seu país, o Japão. Eles crêem que a Terra não existe apenas para suprir as necessidades das pessoas. “É a residência sagrada dos deuses, dos espíritos de seus antepassados…” A Terra deve ser cuidada, protegida e alimentada por um patriotismo intenso.

O Confucionismo oferece ao bushido, sua crença em relação aos seres humanos e suas famílias. Confucionismo ressalta o dever filial e as relações entre senhor e servo, pai e filho, marido e mulher, irmão mais velho e mais novo e entre amigos, que são seguidas pelos samurai. Junto com estas virtudes, o bushido também prega a justiça, benevolência, amor, sinceridade, honestidade, e autocontrole. Justiça é um dos principais fatores no código do samurai, assim como o amor e a benevolência que são suntuosas virtudes dos samurais.

Bushido, literalmente traduzido, significa “Caminho do Guerreiro”, bushi “guerreiro” do “caminho”. Neste sentido, o ideograma para caminho, em japonês, é equivalente à forma chinesa “Tao”, e exprime o conceito filosófico de absoluto. Este conceito traz a idéia de origem, princípio e essência de todas coisas.

“O bushido, significa a vida total do guerreiro, sua devoção a espada, seu respeito às normas ditadas pelo Confucionismo. Não é apenas um sistema de ética a ser seguido pelas classes sociais. É a estrada do cosmo, os vestígios sagrados dos Céus, apontando o Caminho”. – O Livro Dos Cinco Anéis.

No geral, guerreiro é aquele que busca seu próprio caminho. Muitas pessoas podem estar perfeitamente buscando o caminho sem saber disso. Guerreiro é a pessoa que tem um objetivo, e que por meio deste, passa a ter consciência de seu dom e suas limitações. Através dessa consciência, o guerreiro atinge sua meta, combinada com a vontade de vencer fraquezas, temores e limitações.

Cada pessoa trilha seu próprio caminho, já que existem vários caminhos como o caminho da cura pelo médico, o caminho da literatura pelo poeta ou escritor, e muitas outras artes e habilidades. Cada pessoa pratica de acordo com a sua inclinação. Por isso pode-se chamar de guerreiro, aquele que segue seu caminho específico.

Porém, no bushido, a palavra guerreiro significa muito mais do que isso. O termo bushi não pode ser designado a qualquer um. O bushi é diferente, pois seus estudos do caminho baseiam-se em superar os homens. A casta guerreira se distingue das demais por sua fidelidade e honra, a palavra do guerreiro vale mais do que tudo.

“Quando o guerreiro assume uma responsabilidade, mantém sua palavra. Os que prometem e não cumprem, perde respeito próprio, tem vergonha de seus atos e sua vida consiste em fugir, gastam mais energia dando desculpas para desonrar sua palavra, do que o guerreiro usa para manter seu compromisso. Ás vezes o guerreiro assume uma responsabilidade que resultará em prejuízo. Não torna a repetir esta atitude, mas honra o que disse e paga o preço de sua impulsividade”. – Manual Do Guerreiro Da Luz.

O caminho do guerreiro é o caminho da pena e da espada, esse conceito vem do antigo Japão feudal e determinava que a nobreza (bushi) dominasse tanto a arte da guerra quanto a leitura, e que ele deve apreciar ambas as artes. O bushi deve aprender o caminho de todas as profissões, se informar sobre todos os assuntos, apreciar as artes e quando não estiver ocupado em suas obrigações militares, deverá estar sempre praticando algo, seja a leitura ou a escrita, armazenando em sua mente a história antiga e o conhecimento geral, comportando-se bem a todo momento para ter uma postura digna de um samurai, tudo isso sem desviar do verdadeiro caminho, o bushido.

A etiqueta deve ser seguida, todos os dias da vida cotidiana, assim como na guerra pelos samurais. Sinceridade e honestidade são as virtudes que avaliam suas vidas. Transcender um pacto de fidelidade completa e confiança esta ligado à dignidade. Os samurais também precisavam ter autocontrole, desapego e austeridade para manter sua honra, em função disso, podemos dizer que o samurai é o guerreiro completo e seu código de honra – o bushido – tem forte influência no estilo de vida do povo japonês e oferece uma explicação do caráter e da indomável força interior desse povo.

Para o bushido, o caminho do guerreiro exige que a conduta de um homem seja correta em todos os sentidos, dessa forma, a preguiça é um mal que deve ser abominado. Mas existe problemas quando a pessoa se apóia no futuro, pois torna-se preguiçosa e indolente, já que deixam pra amanhã, aquilo que poderia ser feito hoje. Pessoas que agem dessa maneira, não seguem o verdadeiro preceito do bushido, que de um modo geral, é a aceitação resoluta da morte.

“Um samurai deve antes de tudo ter sempre em mente, dia e noite, desde a manhã de ano novo, quando pega os palitos para tomar café, até a noite do último dia do ano, quando paga suas faturas, o fato de que um dia irá morrer. Essa é a sua principal tarefa”. – Bushido O Código Do Samurai – Daidoji Yuzan.

Se o guerreiro tem plena consciência da morte, evitará conflitos, estará livre de doenças, além de ter uma personalidade com muitas qualidades e diferenciada às dos demais seres humanos. O guerreiro vive o presente sem se preocupar com o amanhã, de modo que quando contempla o rosto das pessoas, sente como se nunca mais fosse vê-los novamente, e portanto, seu dever e consideração as pessoas, serão profundamente sinceros. O verdadeiro guerreiro é aquele que aceita a morte, dessa maneira, ele não irá se meter em discussões desnecessárias que venham a provocar um conflito maior, já que assim ele pode acabar sendo morto, e isso talvez resultaria na sua desonra ou afligiria a reputação e nome de sua família. Se a idéia de morte é mantida, será cuidadoso e suscetível de ser discreto e não dirá coisas que ofendam às outras pessoas. Também não cometerão excessos doentios com a comida, bebida e sexo, usando a moderação e a privação em tudo, permanecendo livre de doenças e mantendo uma vida saudável.

O guerreiro deve arder com a morte em desespero. “Naoshige disse uma vez: – O bushido significa a morte em desespero. Várias dezenas de samurais sadios não podem matar um único samurai (que arda com essa morte em desespero). Homens sadios, de mente calmamente bem-compostas não podem realizar um grande empreendimento. Você só precisa ficar desesperado a ponto de morrer. Se a discrição e a consideração do momento fundem-se com seu bushido, você na certa hesitará e ficará aquém de sua espreita”. – Bushido: O Caminho do Samurai – Tsuramoto Tashiro.

Resumindo, bushi é aquele que segue o caminho do guerreiro. Miyamoto Musashi dizia: – Os homens devem moldar seu caminho. A partir do momento em que você ver o caminho em tudo o que fizer, você se tornará o caminho.

 

 

COSTUMES DO JAPÃO

No Japão a tradição ainda é muito forte. Ao ser apresentando a um japonês, você pode tanto fazer a reverência tradicional como oferecer um aperto de mão (ou ambos).
Exceto no caso de amigos antigos, evite de chamar um japonês pelo nome. Trate-o pelo sobrenome acrescido de “–san” (funciona como “senhor”, “senhora” ou “senhorita”). Os nomes completos são apresentados de modo inverso ao adotado no ocidente, com o sobrenome na frente. Pode-se acrescentar o sufixo –san tanto ao nome quanto ao sobrenome, mas nunca para se referir a si mesmo ou se dirigir a seus próprios familiares.
No Japão o status tem extrema importância. Ao visitar um lar japonês, não esqueça de tirar os sapatos na entrada, você receberá chinelos que também deverão ser retirados quando você entrar em um ambiente coberto de tatame.
Ao entrar numa sala pode-se dizer odyama-chimas, que significa literalmente “estou incomodando”, ou shitsurei-shimass, que equivale a “estou sendo pouco educado”.

 

A língua japonesa é falada no Japão e em comunidades japonesas fora do Japão. Na língua escrita existem três alfabetos diferentes: o Hiragana, o Katakana e o Kanji.
No Kanji, cada caractere representa uma idéia, mas não necessariamente um som. Existem mais de 40.000 ideogramas kanji, mas o número de caracteres que uma pessoa aprende na escola (e deve saber para ser considerada alfabetizada) é de 1945.

 

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Miyamoto Musashi

Musashi nasceu para se tornar o maior samurai de todos os tempos.

Desde a sua primeira luta, prenunciando o que seria sua vida futura, aos treze anos de idade, conheceu o sabor da vitória. Suas lutas quase sempre terminavam com a morte do rival. Esses atos, aos nossos olhos, podem até parecer cruéis, mas para os samurai, a morte era encarada com naturalidade. Musashi foi concebido com glória da iluminação, por meio do Kendo, e com isso desenvolveu uma visão precisa da realidade, premiada com uma conduta digna e honrosa.

Miyamoto Musashi foi um mestre no caminho da espada, buscou a perfeição na arte da esgrima até sua fama alcançar as principais cortes do Japão. Criou um estilo de luta com duas espadas, chamado Niten Ichi Ryu e quando suas habilidades com suas espadas, longa e curta e com a lança tornaram-no invencível, o guerreiro mais temido de todo o Japão, retirou-se e se dedicou a escrever o livro Go Rin No Sho, O livro dos Cinco Anéis, um clássico da literatura japonesa, aonde deixa um legado de sua técnica às futuras gerações. Shimen Musashi no Kami Fushiwara no Genshin, teve inúmeros combates, o primeiro deles foi aos treze anos de idade, contra Arima Kihei, um samurai da escola xintoísta Ryu. Participou da batalha de Sekigahara, no qual sobreviveu ao massacre sobre sua facção derrotada e continuou trilhando o seu bushido.

Lutou contra a família Yoshioka. Seijuro, foi o primeiro da família a enfrentar Musashi, que empunhava uma espada de madeira, ao contrário de Seijuro, que portava uma espada de boa qualidade. Musashi derrubou e espancou Seijuro furiosamente. Após sua vitória, permaneceu na capital, esse comportamento irritou muito os Yoshiokas. Densichiro foi o segundo do clã a desafiar Musashi, que depois do início da luta quebrou o crânio do oponente que morreu imediatamente. Uma terceira luta foi proposta, agora contra Hansichiro, filho de Seijuro. Musashi chegou mais tarde ao local do duelo e se escondeu. O garoto havia chegado bem antes com um grupo de homens bem armados. Quando julgaram ter Musashi, se evadido do duelo, eis que ele surge e mata o menino. Depois, com suas duas espadas, causou ferimentos e mortes entre o grupo e fugiu, essa foi a primeira vez que Musashi usou as duas espadas simultaneamente.

Em 1605, após derrotar Oku Hozoin, monge discípulo de Hoin Inei, Musashi passou algum tempo estudando as técnicas dos sacerdotes lanceiros. Na província de Izumo, após derrotar o campeão local Matsudaria, permaneceu um tempo como professor desse senhor, mas o duelo mais famoso de Musashi, foi em 1612 em Ogura, província de Bunzen, contra Sasaki Kojiro, dono de uma técnica de esgrima conhecida como Tsubame-gaeshi. O local do duelo era uma ilha próxima de Ogura. Musashi, durante a viajem para chegar ao local, esculpiu uma espada a partir do remo existente no barco. Estava com uma aparência suja, pouco ortodoxa. Todos, inclusive Kojiro se surpreenderam com sua figura. Musashi correu sobre seu oponente que lançou a espada fora da bainha e em seguida se desfez da própria bainha. A partir daí, Musashi constatara a própria vitória. Com um golpe desferido pela sua espada feita do remo, Musashi abriu o crânio de Ganryu Kojiro, que caiu morto.

O duelo contra Muso Gonnosuke, um dos maiores manejadores do bastão de todos os tempos, foi um dos mais famosos também. Tanto Musashi como Gonnosuke, afirmam enfaticamente em seus livros que, no dia do duelo, foram derrotados um pelo outro, já que ninguém saiu vencedor desse duelo. Depois, Gonnosuke tornou-se um dos melhores amigos de Musashi, e criou o Bojutsu.

O livro Musashi, de Eiji Yoshikawa, foi o livro mais lido e mais vendido da história do Japão. Conta a história de Musashi em dois grossos volumes. A leitura deste livro nos leva a um grande entendimento da cultura japonesa.

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SAMURAIS

O termo samurai corresponde à elite guerreira do Japão feudal. A palavra samurai vem do verbo Saburai, que significa “aquele que serve ao senhor”. A classe dos samurais, dominou a história do Japão por cerca de 700 anos, de 1185 à 1867. E ao longo desse período, os samurais exerceram diferentes funções em determinadas épocas, passando de duelistas à soldados de infantaria da corte imperial, equipados inclusive com armas de fogo.

No início, os samurais realizavam atividades minoritárias tais como, as funções de cobradores de impostos e servidores da corte imperial. Com o passar do tempo, o termo samurai foi sancionado e os primeiros registros, datam do século X, situando-os ainda como guardiões da corte imperial, em Kyoto e como membros de milícias particulares a soldo dos senhores provinciais. Nessa época, qualquer cidadão poderia tornar-se um samurai. Este cidadão por sua vez, teria que se engajar nas artes militares para então, por fim, ser contratado por um senhor feudal ou daimyo, mas enquanto isso não acontecia, esses samurais, eram chamados de ronin.

Na Era Tokugawa (1603), quando os samurais passaram a constituir a mais alta classe social (bushi), não era mais possível à um cidadão comum, tornar-se samurai, pois o título “bushi”, começou a ser passado de geração em geração. Só um filho de samurai poderia tornar-se samurai e este tinha direito a um sobrenome. Desde o surgimento dos samurais, só estes tinham direito a um sobrenome, mas com a ascensão dos samurais como uma elite guerreira sob os auspícios da corte imperial, todos os cidadãos passaram a ter um sobrenome.

A partir desta época, a posição do samurai consolidou-se como um grupo seleto da sociedade. As armas e armaduras que usavam eram símbolos de distinção e a manifestação de ser um samurai. Porém para armar um samurai era necessário mais que uma espada e uma armadura. Parte de seu equipamento, era psicológico e moral; eram regidos por um código de honra muito precioso, o bushido (caminho do guerreiro), no qual a honra, lealdade e coragem eram os princípios básicos. A espada era considerada a alma do samurai. Todo bushi (nome da classe dos samurais), portava duas espadas presas ao Obi (faixa que segura o quimono), o katana (espada longa – de 60 a 90 cm) e wakisashi (de 30 a 60 cm), essas espadas eram o símbolo-distintivo do samurai.

Os samurais não tinham medo da morte, que era uma conseqüência normal e matar fazia parte de suas obrigações. Porém, deveriam morrer com honra defendendo seu senhor, ou defendendo a própria reputação e o nome de seus ancestrais. Se viessem a falhar ou cometessem um ato de desonra para si próprio, manchando o nome de seu senhor ou familiares, o samurai era ensinado a cometer o Harakiri ou Seppuku, ritual de suicídio através do corte do ventre.

Se um samurai perdesse o seu Daymio (título dado ao senhor feudal, chefe de um distrito) por descuido ou negligência na hora de defende-lo, o samurai era instruído a praticar o harakiri. Entretanto, se a morte do Daymio não estivesse relacionada à ineficiência ou falta de caráter do samurai, este se tornava um ronin, ou seja, um samurai que não tinha um senhor feudal para servir, desempregado. Isto era um problema, pois não conseguindo ser contratado por outro senhor e não tendo quem provesse seu sustento, freqüentemente tinha que vender sua espada para poder sobreviver ou se entregar ao bandidismo.

Nos campos de batalha assim como em duelos, os combatentes enfrentavam-se como verdadeiros cavalheiros. Na batalha, um guerreiro costumava galopar até a linha de frente inimiga para anunciar sua ascendência, uma lista de feitos pessoais, bem como as façanhas do seu exército ou de sua facção. Depois de encerrada tais bravatas é que os guerreiros atacavam-se. O mesmo acontecia num duelo. Antes de entrar em combate, os samurais se apresentavam, reverenciavam seus antepassados e enumeravam seus feitos heróicos para depois entrarem em combate.

Fora do campo de batalha, o mesmo guerreiro que colhia cabeças como troféu de combate era também um fervoroso budista. Membro da mais alta classe, empenhava-se em atividades culturais, como arranjos florais (ikebana), poesia, além de assistir a peças de teatro nô, uma forma de teatro solene e estilizada para a elite e oficiar cerimônias do chá, alguns se dedicavam a atividades artísticas tais como a escultura e a pintura.

Em seus castelos, os daimyo, patrocinavam saraus com pintores, dramaturgos e intelectuais. Assistiam a espetáculos privados de teatro nô. Os generais samurais praticavam caligrafia, arranjos florais e tocavam uma espécie de alaúde. Mas de todas essas atividades, a que mais os envolviam era a cerimônia do chá. Por volta do século XIII, monges zen-budistas introduziram os rituais do chá no Japão. A cerimônia do chá é uma atividade espiritual e durante o raro momento de trégua da guerra, os samurais vinham às salas de chá pra relaxar e apreciar o momento.

O estilo de vida e a tradição militar dos samurais dominaram a cultura japonesa durante séculos, e permanecem vivos no Japão até os dias de hoje. Milhões de crianças em idade escolar ainda praticam as habilidades clássicas do guerreiro, entre elas a esgrima (kendo), arco-e-flecha (kyudo) e luta corporal desarmada (jiu-jitsu, aikido). Estas e outras artes marciais, fazem parte do currículo de educação física no Japão atual.

Hoje o espírito samurai continua vivo na sociedade. Através desse espírito, que o Japão é hoje uma das maiores potencias mundiais.

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A PALAVRA OSS!!!

 

OSS (cuja a transcrição exata do japonês é OSU) é uma expressão fonética formada por dois caracteres. O primeiro caracter “osu” significa literalmente “pressionar”, e determina a pronúncia de todo o termo. O segundo caracter “shinobu” significa literalmente “suportar”.
   A espressão OSS foi criada na Escola Naval Japonesa, e é usada universalmente para expressões do dia-a-dia como “sim”, “por favor”, “obrigado”, “entendi”, “desculpe-me”, para cumprimentar alguém, etc., bem como no mundo do Karate para quase qualquer situação onde uma resposta seja requerida. Para um karateka, OSS é a palavra mais importante.
   A palavra OSS implica em pressionar a si mesmo ao limite de sua capacidade e suportar. OSS significa, de uma maneira mais simples, “perseverança sob pressão”. É uma palavra que por si só resume a filosofia do Karate. Um bom praticante de Karate é aquele que cultiva o “espírito de OSS”.
   OSS não deve ser dito de forma relaxada, usando apenas a garganta, mas, como tudo no Karate, deve ser pronunciado usando o “hara” (tanden). Pronunciado durante o cumprimento, OSS expressa respeito, simpatia e confiança no colega. OSS também diz ao Sensei que as intruções foram compreendidas, e que o estudante irá fazer o melhor para seguí-las.

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KIAI

 

O Kiai, fisicamente, origina-se do movimento respiratório.
   É uma espécie de grito, lançado sem modulações emitido para ajudar através da contração instantânea, uma maior concentração de força no instante final do golpe, ou seja, no momento do choque contra o corpo do adversário, ou ainda para subjugar um oponente tirando-lhe a concentração ou intimidando-o.

  Etimologicamente “kiai” traduz-se por união dos espíritos, sendo palavra composta na língua japonesa pelo substantivo “ki”, espírito e “ai” contração do verbo”awazu” que significa unir.

   O Kiai designa um efeito e para termos uma perfeita união dos espíritos, devemos ter a mente completamente limpa, ligada apenas ao objetivo, posto que qualquer desvio ou indecisão, estorvaria a espontâneidade e debilitaria a força. Porém, se houver uma perfeita união dos espíritos (percepção, decisão, ação e vontade), nada se interpôe entre entre eles e a força se projeta em toda sua plenitude, na pureza primitiva.

  Portanto lançar o Kiai é materializar a força latente, sob a forma de um grito súbito.

  Originalmente, O Kiai advém do séc.VII DC, ou seja, na época em que o estudo das artes marciais ocupava lugar prioritário no Japão, cultivadas em todas as escolas. A exemplo do Karatê propriamente dito, o Kiai é originário da Índia, tendo mais tarde passado pela China e posteriormente chegado ao Japão, onde foi estudado e assimilado.

  Quem reconheceu em todos os seres uma força original foram os hindus, que a denominaram “prana” ou energia vital cósmica. Pesquisaram e demonstraram que o objetivo real e final da nutrição e da respiração, é o armazenamento e desencadeamento desta energia.

  Os chineses também se aprofundaram nestes estudos, trabalhando o cultivo de técnicas específicas, a materialização da energia acumulada e sua liberação, através do Kiai. Segundo a psicologia, o indivíduo sob tensão, chora ou grita, após o que passa, passa a sentir um certo alívio e volta a calma.

   Quem grita, praticamente, não precisa chorar. O grito em sua forma pura, é um elemento liberador de energia acumulada. A energia retida dentro do corpo do indivíduo o deixa nervoso, excitado. Ao gritar, de uma forma cientificamente disciplinada, o grito provocado desde a musculatura abdominal, libera esta energia acumulada no interior do corpo, relaxando e consequentemente deixando-o mais calmo.

   Para exemplificarmos melhor, citaremos o exemplo do indivíduo que nos seus exercícios físicos cotidianos, correndo descalço na praia, tropeça em uma pedra e se machuca. Ao sentir a dor imediatamente ele grita “PÔOXA”. Como se este grito fosse um remédio para minorar a dor. Ora, o vocábulo usado naquele momento, é uma forma simplista de descarregar a raiva acumulada momentâneamente, por causa da dor sentida.

   Na prática dos exercícios de Karatê, o atleta grita também, para sentir, principalmente para si próprio, que naquele momento deu o máximo de si.

   Os estudantes de Karatê, mais novos, o fazem sem as vezes atingir o seu valor real, porém, aqueles mais antigos, mais conscientes, após estas práticas sentem os efeitos calmantes destas técnicas, no final das sessões de treinamentos.

   Sintetizando, temos que o Kiai ajuda a potência do golpe, exterioriza a força interior, desequilibra psicologicamente o adversário, é usado como técnica de reanimação e proporciona na fase posterior à sua execução, relaxamento e tranquilidade.

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OS 47 RONIS

 

 

A história verídica dos 47 Ronin (literalmente homem-onda em japonês, significado que traduzia a ideia de um guerreiro errante como uma onda perdida no meio do oceano) é a forma pela qual um samurai, sem ligações com um clã ou um daimyo (senhor), era conhecido) da província de Harima é provavelmente a história mais conhecida do valor dos ideais e do Bushido – significa, literalmente, “caminho do guerreiro” – era um código de conduta não-escrito e um modo de vida para os Samurai (a classe guerreira do Japão feudal ou bushi), o qual fornecia parâmetros para esse guerreiro viver e morrer com honra). A lenda começa em 1701, numa altura em que reinava a paz durante o Shogunato de Tokugawa. O Shogun Tsunayoshi vivia e reinava em Edo, enquanto o Imperador, que tinha muito pouco poder político, vivia em Kyoto. Para mostrar respeito para com o Imperador, Tsunayoshi enviava presentes para Kyoto por altura das celebrações do Ano Novo, e em retorno o Imperador mandava os seus presentes de Kyoto para Edo. Numa destas trocas de presentes Tsunayoshi decidiu enviar dois dos seus novos daimyos eram os senhores feudais mais poderosos no período compreendido entre os séculos XII e XIX da história do Japão. Literalmente, em japonês, o termo significa “grande nome”) para receber os mensageiros imperiais. Naganori Asano-Takuminokami, Senhor do Castelo de Ako na província de Harima e Munehare Date, Senhor de Sendai. Pelo facto destes daimyos serem muito inexperientes em receber tão altos visitantes, o Shogun decidiu designar um alto oficial chamado Yoshinaka Kira-Kozukenosuke para os apoiar. Kira, que era um homem arrogante e de mau fundo, ficou bastante irritado com o Senhor Asano por este não o presentear com caros artigos em sinal de apreciação e respeito pela sua ajuda. Desta forma, Kira em vez de ajudar o Senhor Asano prejudicava-o sempre que podia e rebaixava-o publicamente sempre que tinha oportunidade. Depois de um par de meses nesta situação de abuso a tolerância de Asano terminou. A 14 de Março incapaz de suportar mais os insultos de Kira, o Senhor Asano desembainhou (em si uma ofensa capital quando efectuada dentro do castelo de Edo) a sua Katana ( é a espada ou sabre longo japonês) e feriu Kira ao de leve. Por esta ofensa, o Shogun Tsunayoshi ordenou ao Senhor Asano que cometesse imediatamente seppuku ( é o termo formal para o ritual suicida chamado popularmente de harakiri . Harakiri significa literalmente “cortar a barriga” ou “cortar o estômago”) e Kira, por outro lado, não recebeu qualquer punição. Pelo contrário foi-lhe permitido continuar com os seus deveres oficiais. O facto do Shogun não ter punido Kira e ter ordenado a execução de seppuku a Lord Asano irritou por demais os seguidores e amigos de Asano. De acordo com as leis reinantes quando um samurai cometia seppuku, o seu castelo era confiscado pelo Shogun, e a sua família era deserdada, originando que os seus 321 samurais fossem ordenados a separar-se e a dispersar, tornando-se assim Ronins. Os samurais de Asano não estavam muito conscientes de como actuar perante esta situação. Alguns pensavam que se deviam recusar a entregar o castelo ao Shogun, outros achavam que deviam planear uma acção de vingança e matar Kira, outros achavam que deviam respeitar a lei e render-se pacificamente. Oishi Kuranosuke, chefe conselheiro do Senhor Asano, depois de ouvir todas as opiniões transmitidas pelos samurais decidiu delinear um plano: Iria pedir ao Shogun o restabelecimento da “Casa de Asano” encabeçada pelo irmão mais novo do Senhor Asano, Daigaku. Caso esta petição falhasse os samurai de Lord Asano recusar-se-iam entregar o castelo e defendê-lo-iam até à morte. Nos dias que se seguiram, enquanto os agentes do Shogun se encaminhavam para Ako todos os samurai que se oponham à petição foram saindo do castelo, deixando apenas 60 samurais fiéis ao Senhor Asano. Mesmo antes que qualquer dos emissários do Shogun chegasse ao castelo, Daigaku Asano enviou uma mensagem a Oishi pedindo-lhe que obedecesse às ordens do Shogun e entregasse o castelo. Oishi e os restantes 59 samurai aceitaram o pedido de Daiguku, mas antes de entregarem o castelo decidiram arquitectar um plano de modo a restaurar a honra de seu mestre Senhor Asano matando Kira, cujo carácter pouco tinha a ver com os samurai e que tanta desonra trouxe à família do Senhor Asano. Apenas a sua morte reporia de novo a honra ao Senhor Asano e a sua família. Deste modo separaram-se de forma a conceber e levar a cabo o seu plano. Naturalmente que Kira suspeitava que os samurai de Asano tentassem vingar-se dele. Para afastar qualquer tipo de suspeita Oishi retirou-se para Yamashima, subúrbio de Kyoto, onde foi ganhando a reputação de jogador e bêbedo, o que fez diminuir a guarda por parte do Shogun, bem como os espiões de Kira. O Shogun por sua vez e ainda com receio de que a questão da morte do Senhor Asano não tivesse sido resolvida ordenou a prisão de Daigaku Asano e sentenciou-o a permanecer confinado bem como a sua família a uma pequena província, acabando assim, com alguma esperança que pudesse haver quanto ao restabelecimento da “Casa de Asano”. Durante cerca de dois anos eles esperaram pacientemente, disfarçados de comerciantes, de vendedores de rua e até de bêbedos, procurando obter informações sobre Kira e estando atentos aos movimentos dos seus homens (de Kira) por forma a encontrar uma oportunidade para tomar de assalto a sua mansão. Até que finalmente Kira relaxou, diminuindo a sua desconfiança e a sua guarda a Oishi e seus companheiros. Numa reunião secreta Oishi e os outros 59 Ronin decidiram que o tempo deles era chegado e que eles deveriam devolver a honra a seu mestre. Oishi decidiu levar consigo apenas 46 dos 59 Ronin, enviando os outros 13 para junto das suas famílias. Um por um Oishi e os seus homens infiltraram-se em Edo, e a 14 de Dezembro de 1702 noite de Inverno com muita neve os 47 Ronin atacaram o castelo de Kira enquanto ele dava uma festa do chá. Os 47 Ronin divididos em dois grupos atacaram a mansão pela entrada principal e pelas traseiras. Nessa batalha os 47 Ronin lutaram contra 61 guardas armados matando ou capturando todos os guardas de Kira sem nenhuma perda ao fim de apenas hora e meia de batalha. Depois de uma busca minuciosa pelo castelo, Kira foi encontrado escondido na casa exterior a casa principal. Oishi trouxe Kira para o átrio principal e a frente dos outros 46 Ronin deu-lhe a mesma oportunidade que foi dada ao Senhor Asano: morrer honradamente cometendo seppuku. Kira não queria cometer seppuku pelo que o Ronin o decapitou. Depois, para simbolizar a conclusão da sua missão, os 47 Ronin regressaram ao local onde tinha sido sepultado o seu Senhor no templo Sengaku-Ji e colocaram lá a cabeça de Kira, declarando assim ter redimido a honra de Lord Asano. Preparados para morrer, Oishi enviou um mensageiro ao magistrado de Edo, informando o sucedido e informando que iriam ficar à espera no templo Sengaku-Ji, pelas ordens do Shogun. O Shogun Tsunayoshi , em vez de ficar profundamente encolerizado com o acontecimento, ficou muito impressionado com a enorme lealdade demonstrada pelos 47 Ronin. Este facto tornou a decisão de Tsunayoshi ainda mais difícil: Deveria ele apenas separar os 47 Ronin como reconhecimento pela sua enorme demonstração de lealdade para com o Bushido ou deveria ele puni-los de acordo com a lei? Depois de 47 dias de reflexão, Tsunayoshi ordenou que Oishi e 45 dos Ronin se matassem, não como meros criminosos mas como honrados guerreiros, sendo o mais novo dos Ronin que havia sido enviado a Ako com a notícia da morte de Kira poupado a esta sentença. A 4 de Fevereiro de 1703 os 46 Ronin foram divididos em quatro grupos e entregues a 4 diferentes daimyo, que tinham por sua vez recebido instruções para supervisionar e testemunhar as suas mortes. Oishi e os outros 45 Ronin cometeram seppuku simultaneamente, dignificando-se e valorizando o seu valente sacrifício. No final, os 46 Ronin foram enterrados lado a lado com seu mestre no templo Sengaku-Ji. Hoje em dia, a memória dos 47 Ronin é celebrada numa peça chamada Chusingura que leva as audiências as lágrimas. Adicionalmente, cada ano vários milhares de Japoneses visita o local onde estão enterrados os corpos dos 46 Ronin no Templo Sengaku-Ji para prestar homenagem à honra e lealdade dos 47 Ronin e a sua dedicação ao código do Bushido.

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O Kamae 

Comumente conhecido como guarda ou postura, o termo kamae é uma das palavras mais utilizadas nas aulas de Karate. Ainda que não sempre se empregue da forma mais correta, ou com a metodologia mais adequada. O kamae, longe de ser uma determinada forma de situar nossos membros ou postura corporal, é um termo mais amplo que engloba aspectos, como: o estado anímico, grau de concentração ou a atitude mental; até chegar a outros mais quantificáveis como são: postura, situação dos braços e mãos, os deslocamentos e restantes elementos que se manifestam na localização espacial da pessoa. 

Não temos mais do que observar o Kamae de um karateca para saber em que fase da aprendizagem se encontra. Para isso, nada melhor do que olhar atenciosamente o seguinte: “seus gestos ao mover-se, a transição de uma postura a outra, o passo de um kamae a outro, o fluxo de sua respiração, a situação de sua mirada, como utiliza o maai ou distância com o contrário” e outros aspectos importantes que sem dúvida alguma nos indicarão muito aproximadamente o nível ou experiência que possui. 

Por outro lado, e como desenvolverei mais adiante, é muito importante não esquecer a relação existente entre muitos dos kamaes e aplicações do Karate-dô com suas homólogas nos Bujutsu com armas como o Ken-jutsu, Ken-dô, ou seus ancestrais como o Jigen-ryu.   

 

Origem dos kamaes

Se já de por si, é muito difícil ou impossível determinar com exatidão a origem do karate apesar da bibliografia existente, por verdadeiro, bastante contraditória em muitos aspectos. Mais difícil ainda resulta estabelecer a origem desta parte do bujutsu ou do karate em particular, “os kamaes”. Conquanto, e a modo de hipótese, atrevo-me a propor que a utilização dos kamaes como tal surge como conseqüência da forma em que os primeiros guerreiros passavam de uma situação de defesa a uma de ataque ou vice-versa ,e portanto, da introdução destas fases adaptativas em seu repertório de técnicas de combate. Não há que ser nenhum erudito para saber que até os animais têm sua forma peculiar de utilizar os kamaes, -se me permitem a expressão. P. Ej. Os felinos adotam umas determinadas posturas ou atitudes muito diferentes quando atacam a quando se vêem em perigo ou acossados. E assim, poderia enumerar diferentes exemplos que estão na memória de todos, mas este, não é o caso que nos ocupa pelo que, voltando à hipótese proposta neste apartado, a origem dos kamaes surge da necessidade dos primeiros Budokas ou guerreiros, os quais precisavam um ordem à hora de estruturar suas técnicas de combate e um método eficaz para passar de umas a outras sem deixar aberturas ou pontos mortos nestas fases. Por isso, surgiram umas determinadas “posturas ou guardas” chamadas kamaes para esperar e/ou propor o combate. E independentemente de que o guerreiro fora um samurai ou um Budoka desarmado, este podia passar de uma atitude defensiva a uma ofensiva, mudar de posição, ou lutar com vários adversários ao mesmo tempo sem mostrar signos de abertura física nem mental e assim enlaçar suas ações em perfeita sincronia. Por tanto, usando a terminologia militar podemos dizer que o uso dos kamaes permite que as técnicas sejam mais operativas. Isto é, partindo de umas posturas e kamaes estabelecidos, os samuráis ou Budokas poderiam evoluir até uns kamaes mais pessoais e adaptativos segundo as preferências e aptidões de cada pessoa, ou em função do arma ou da situação à que se enfrentasse  

 

Finalidade

A finalidade ou propósito dos kamaes no bujutsu (com ou sem armas) era e é de caráter estratégico e a sua vez e em certa maneira estético ou artístico. Pois, em certo sentido o domínio na arte dos kamaes denota no Budoka um domínio e segurança na arte praticada. São muitas os episódios neste sentido que figuram em livros de artes marciais. Nestas histórias: a segurança manifesta, o desapego à vida, e um kamae sem abertura evidente fazem que o agressor desista de sua idéia de brigar ao perder a confiança em si mesmo. Na atualidade, conquanto não se dão umas situações tão românticas ou idealistas, sim se evitaram muitas brigas quando os agressores em potencial não conseguiram intimidar a uma pessoa segura de si mesmo e decidida a tudo. Quanto, ao Jyu Kumite ou combate livre ou em Shiai Kumite (combate regrado), dá-se o caso dos combates perdidos antes de começar, pelo anteriormente descrito, ou os que uma vez começados são manejados com uma magistral confiança por karate-cás que dominam os diferentes aspectos do kumite, entre estes a atitude manifestada em sua forma de mover-se e nos kamaes adotados.

 

Função

Se por função dos kamaes entendemos em que aspectos da prática do Karate-dô é de utilidade a aplicação destes, atrevo-me a dizer que é indispensável para todas as facetas da formação de um Karate-cá. E como mostra, desenvolverei brevemente alguns dos aspectos nos que incidirá o domínio dos mesmos.

 

    O kamae como proteção corporal

Esta primeira forma indica que a adoção de uma determinada guarda ou kamae permitirá ao karate-cá impedir ou ao menos dificultar os possíveis ataques de um adversário. Outra das funções do kamae como proteção corporal, é que o proteger uma determinada zona do corpo pode servir para incitar ao oponente a atacar a zona mais desprotegida. Com o qual, estamos levando ao adversário a nosso terreno e mediante uma estratégia de proteção o que realmente procuramos é dirigir seus ataques para onde nós queremos.

 

O kamae como facilitador de determinadas ações técnicas

Isto é, uma determinada postura corporal e a de seus membros facilita a utilização ótima de umas determinadas técnicas, sejam de ataque ou defesa. Isto é assim, já que todos sabemos que o adotar um determinado kamae, já seja encham o saco, chudan, gedan ou combinado, ou bem de punho fechado, mão aberta ou ambos, vai-nos a permitir uma melhor ação ou reação com determinadas técnicas. P. Ej. Desde o kamae clássico do punho atrasado situado em hikite no quadril. Vai-nos permitir realizar perfeitamente qualquer ataque indireto. No entanto, os ataques indirectos se verão mais dificultados, ainda que sempre podem fazer-se adaptações na trajetória de uma técnica.

 

O kamae como método de distração do adversário

Quando uma guarda ou kamae denota insegurança ou falta de aprumo, induz ao ataque do adversário. Pelo contrário, quando este kamae é ativo e/ou a concentração e atitude são excelentes, o adversário estará absorto em como encontrar uma abertura em nós. É neste momento, quando podemos adotar outro kamae e lançar um ataque fulminante. Um perfeito domínio na utilização dos kamaes e das ações técnicas desde eles dificulta as ações do contrário e pode fazer perder a segurança aos mesmos. 

 

O kamae não-aparente

É quando, “sem uma aparente atitude” de concentração ou preparação combativa, todos os elementos estão perfeitamente alerta e dispostos para sua posta em ação. Dito de outro modo, ainda que o karateka possa parecer numa atitude indolente, realmente todo seu ser é receptivo e espera uma mínima oportunidade ou falha do contrário para atuar de forma imediata. Muitas vezes a situação dos braços, a postura, a mirada e atitude geral não denota atividade interior do indivíduo. Desta maneira, inexpresivo por fora e muito ativado interiormente se pode reagir de forma surpresiva e fulminante.

(texto tirado do site:karatemeninas)

 

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A IMIGRAÇÃO JAPONESA NO BRASIL

 

 

A imigração japonesa no Brasil tem como marco inicial a chegada do navio Kasato Maru, em Santos, no dia 18 de junho de 1908.

Do porto de Kobe a embarcação trouxe, numa viagem de 52 dias, os 781 primeiros imigrantes vinculados ao acordo imigratório estabelecido entre Brasil e Japão, além de 12 passageiros independentes.

Recém chegados a um país de idioma, costumes, clima e tradição completamente diferentes, os imigrantes pioneiros trouxeram consigo esperança e sonhos de prosperidade.

Os recém-chegados foram distribuídos em seis fazendas paulistas. Enfrentaram, porém, um duro período de adaptação. O grupo contratado pela Companhia Agrícola Fazenda Dumont, por exemplo, não permaneceu ali mais que dois meses. As outras fazendas também foram sendo gradativamente abandonadas pelos exóticos trabalhadores de olhos puxados e costumes tão diferentes. Em setembro de 1909, restavam apenas 191 pessoas nas fazendas contratantes.

Não obstante, no ano seguinte, a segunda leva de imigrantes já estava a caminho. E no dia 28 de junho de 1910, o navio Ryojun Maru aportava em Santos com mais 906 trabalhadores a bordo. Distribuídos por outras fazendas, eles viveriam os mesmos problemas de adaptação dos compatriotas que os antecederam. Aos poucos, porém os conflitos foram diminuindo e a permanência nos locais de trabalho, mais duradoura.

Conquistando espaço

Os primeiros imigrantes japoneses a se tornarem proprietários de terra foram cinco famílias que adquiriram, em fevereiro de 1911, lotes junto à Estação Cerqueira César, da Estrada de Ferro Sorocabana, dentro do projeto de colonização Monções, criado na época pelo Governo Federal. Essas famílias foram também as primeiras a cultivar o algodão.

Em março de 1912, novas famílias são assentadas em terras doadas pelo governo paulista, na região de Iguape, graças ao contrato de colonização firmado entre uma empresa japonesa e aquele poder público. Iniciado com cerca de 30 famílias – a maioria proveniente de outras fazendas onde os contratos já haviam sido cumpridos – esse foi um dos mais bem sucedidos projetos de colonização dessa fase pioneira.

Nesse mesmo ano, os imigrantes atingiram o Paraná, tendo como precursora uma família procedente da província de Fukushima, e que se estabelece na Fazenda Monte Claro, em Ribeirão Claro, cidade situada no norte do Estado. Em agosto de 1913, um grupo de 107 imigrantes chega ao Brasil para trabalhar em uma mina de ouro, em Minas Gerais. Foram os únicos mineiros na história da imigração.

Em 1914, o número de trabalhadores japoneses no Estado de São Paulo,já estava em torno de 10 mil pessoas. Com uma situação financeira desfavorável, o governo estadual decidiu proibir novas contratações de imigrantes e, em março, avisou à Companhia da Imigração que não mais subsidiaria o pagamento de passagens do Japão para o Brasil.

No entanto, a abertura de novas comunidades rurais utilizando-se a mão-¬de-obra existente continuou. Por essa época, ocorreu também um dos episódios mais tristes da história da imigração, quando dezenas de pessoas, que haviam se instalado na Colônia Hirano, em Cafelândia, morreram vítimas da malária, doença então desconhecida para os japoneses.

Adaptação cultural e a Segunda Guerra Mundial

Com o aumento do número de colônias agrícolas japonesas, que nesse período se expandiram principalmente em direção ao noroeste do Estado de São Paulo, começam a surgir também muitas escolas primárias destinadas a atender os filhos dos imigrantes. Em 1918, formaram-se as duas primeiras professoras oficiais saídas da comunidade, as irmãs Kumabe, pela Escola Normal do Rio de Janeiro. Em 1923, Escola de Odontologia de Pindamonhangaba formou também o primeiro dentista de origem japonesa.

Essa presença crescente de um povo exótico no país, porém, não parou de gerar polêmicas. Tanto na esfera executiva como legislativa surgiram opiniões a favor e contra a entrada de novos imigrantes japoneses. Em 1932, segundo informações do Consulado Geral do Japão em São Paulo na época, a comunidade nikkey era composta por 132.689 pessoas, com maior concentração na linha Noroeste. Desse total, 90% dedicava-se à agricultura. Nesta época, havia também diversas publicações em japonês com periodicidade semanal, quinzenal e mensal.

Em 1938, ano antecedente à Segunda Guerra Mundial, o Governo Federal começou a limitar as atividades culturais e educacionais dos imigrantes. Em dezembro, decretou o fechamento de todas as escolas estrangeiras, principalmente as de japonês, alemão e italiano.

As comunidades oriundas dos países integrantes do Eixo RO-BER-TO (Roma-Berlim-Tóquio) começaram a sentir os sintomas do conflito iminente. Em 1940, todas as publicações em japonês tiveram a sua circulação proibida. No ano seguinte, chegaram as últimas correspondências do Japão. Até o fim da guerra, os japoneses viveram um período de severas restrições, inclusive com o confisco de todos os bens.

Período pós-guerra

Em 1948, Yukishige Tamura é eleito vereador em São Paulo, tornando-se, assim, o primeiro nikkey a ocupar um cargo eletivo em uma capital. Já em clima de paz, é restabelecido, em 1949, o comércio entre Brasil e Japão por meio de um acordo bilateral. Um ano depois, o Governo Federal anuncia a liberação dos bens confiscados aos imigrantes dos países do Eixo, e, em 1951 aprova projeto para introdução no País de 5 mil famílias imigrantes. Encorajadas, as empresas japonesas começa a planejar investimentos no Brasil. As primeiras delas chegam em 1953.

Cinqüenta anos após a chegada do navio Kasato Maru em Santos, o número de japoneses e descendentes no país somavam 404.630 pessoas. O príncipe Mikasa, irmão do imperador Hiroito, visita o País para participar das festividades do cinqüentenário da imigração.

Nas eleições majoritárias de 1962, já se pôde observar a plena integração social e política dos brasileiros descendentes de japoneses, quando seis nisseis são escolhidos por meio das urnas: três para a Câmara Federal (Miyamoto, do Paraná; Hirata e Tamura de São Paulo) e três para a Assembléia Legislativa de São Paulo (Yoshifumi Uchiyama, Antonio Morimoto e Diogo Nomura).

Em 1967, o príncipe herdeiro Akihito e a princesa Michiko visitam o Brasil pela primeira vez. Na recepção ao casal imperial, a comunidade nipo-brasileira lota o estádio do Pacaembu. Em 1973, chega a Santos o Nippon Maru, o último navio a transportar imigrantes japoneses. Em 1978 a imigração japonesa comemora 70 anos. O príncipe herdeiro Akihito e a princesa Michiko participam das festividades e novamente lotam o Pacaembu. No prédio da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa (Bunkyo), é inaugurado o Museu da Imigração Japonesa no Brasil.

A integração consolidada

Os anos 60 foram marcados, em muitos aspectos, pela integração dos nikkeis à sociedade brasileira. Além da participação ativa na vida política por meio de seus representantes nas casas legislativas, eles começaram a despontar nas áreas culturais, notadamente na grande imprensa – onde o pioneiro foi Hideo Onaga, na Folha de S. Paulo -, e nas artes plásticas, com destaque para Manabu Mabe. Neste mesmo período, durante o governo Costa e Silva, também é nomeado o primeiro ministro descendente de japoneses, o empresário Fábio Yassuda, que assumiu a Pasta da Agricultura, sem, no entanto, cumprir integralmente sua gestão.

No futuro, dois outros seriam chamados a assumir cargos equivalentes: Shigeaki Ueki, como ministro de Minas e Energia do governo Geisel, e Seigo Tsuzuki, como ministro da Saúde do governo Sarney. Outro marco muito importante, em 1964, foi a inauguração da sede da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa na rua São Joaquim.

O Bunkyo passou a promover e coordenar a maioria dos grandes eventos com envolvimento da comunidade nipo-brasileira como um todo: aniversários da imigração, visitas ao Brasil de membros da Família Imperial, etc.

A partir da década de 70 começaram a surgir as primeiras obras literárias escritas por nikkeis, tendo como temas o Japão e os imigrantes, entre eles: Japão Passado e Presente, de José Yamashiro (1978), História dos Samurais, também de Yamashiro (1982), e a obra considerada como referência obrigatória dentro da história da imigração, que é O Imigrante Japonês de Tomoo Handa, lançado em 1987. Em 1988, no 80º aniversário da imigração, comemorado com a presença do príncipe Aya, filho de Akihito, o Censo Demográfico da Comunidade, feito por amostragem, estimava o número nikkeis no País em 1.228.000 pessoas. Nesse final de década, a comunidade nipo-brasileira e o próprio país já começaram a sentir os efeitos de um novo e curioso fenômeno que se alastrava rapidamente entre as famílias nikkeis: os dekasseguis.

(Fonte: Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil)

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GRADUAÇÃO DO KARATÊ

 

No Karatê Shotokan, as faixas e côres são as seguintes:

 

Faixa Branca (7° kyu)

Faixa Azul (graduação dada para crianças)

Faixa Amarela (6° Kyu)

Faixa Vermelha (5° Kyu)

Faixa Laranja (4°Kyu)

Faixa Verde (3° Kyu)

Faixa Roxa (2° Kyu)

Faixa Marrom (1° Kyu)

Faixa Preta ( 1° Dan)

 

Na classificação de faixas coloridas, KYU significa classe, sendo que essa classificação é em ordem decrescente.

Na classificação de faixas pretas, DAN significa grau, sendo a primeira faixa preta a de 1º Dan, a segunda faixa preta 2º Dan e assim por diante em ordem crescente até o 10º Dan (homenagem póstuma).

Em um plano simbólico, o branco representa a pureza do principiante, e o preto se refere aos conhecimentos apurados durante anos de treinamento.

No Japão, o título mais alto que uma pessoa pode obter nas artes marciais se denomina HANSHI;

É um alto cargo, cujo significado transcende as habilidades físicas ou técnicas, significa mestre exemplar.

Porém, nenhum título é mais conhecido que “Sensei”. Mas , o que significa Sensei? Literalmente, SENSEI significa “ aquele que nasceu antes para o caminho”. Isto significa em contexto oriental, que se está ante uma pessoa com conhecimento avançado da arte e um nível de conhecimento humano elevado.

Portanto, Sensei não significa somente professor de arte marcial, mas também pessoa culta, educada e de conduta irrepreensível.

 

O Significado do OBI (FAIXA)

 

O obi é um cinturão ou faixa que serve para manter o kimôno fechado, a faixa tem um significado simbólico.

Esse aspecto simbólico são as cores.

Tradicionalmente, quando alguém começa a praticar Karatê, recebe a faixa branca.

Após anos de treinamento, a faixa tende a ficar cada vez mais escura, assumindo uma coloração marrom.

Se continuar praticando, ela vai se tornando preta.

A faixa preta significa que a pessoa esteve treinando Karatê por muitos anos.

Quando o karateca realmente se dedica ao Karatê, sua faixa, após a preta ,começa a ficar branca novamente, depois de muitos outros anos. Assim se completa o ciclo.

 

 

SIGNIFICADO DAS CORES

A FAIXA BRANCA (Shiro Obi) –

Sem graduação (Mu Kyu):Essa é a cor do desprendimento.

 

O branco reflete todas as cores. A própria cor dessa faixa indica que o seu portador ainda possui a ingenuidade e deve procurar manter a mente limpa. Entretanto, ele tem em potencial, todas as cores das demais faixas posteriores e assim como o fogo está na pedra, cabe a ele, faze-lo brotar através da fricção do treino árduo.

A busca nesse grau é pela purificação e transformação, diante do infinito conhecimento que tem diante de si.Essa faixa nos diz que o iniciante deve buscar a humildade e a imaginação criativa, através da limpeza e da claridade dos pensamentos. É a cor síntese do arco-íris e a mais associada ao sagrado, pois simboliza paz, pureza, perfeição e especialmente o absoluto.

Ela nos diz que devemos buscar a pureza, sinceridade e a verdade; repelindo os pensamentos negativos, procurando elevá-los, para que encontremos o equilíbrio interior, segurança e desenvolvamos o instinto e a memória.

O branco simboliza uma espécie de coringa, para todos os propósitos, é o substituto para qualquer cor, assim como uma tela em branco esperando para ser pintada.

A FAIXA AMARELA (Kiiro Obi) – 6º Kyu (Rokku Kyu):

 
Assim como um sol que desponta todos os dias, ela significa que é um iniciante ou um recém nascido no Karatê, que com o tempo irá crescendo e fortalecendo-se, até chegar à maturidade que corresponde à faixa preta.

Assim como o sol nascente o conhecimento começa a aflorar para o iniciante. Agora ele pode vislumbrar um pouco da iluminação da descoberta e da realidade do que é o Karatê. Entretanto, assim como o amarelo é uma cor primária, isto é, não pode ser formado pela mistura de outras cores, ele também deve manter-se puro dentro da escola de Karatê que escolheu ainda evitando misturar outras coisas aos conhecimentos que está recebendo para não se confundir dentro da senda do verdadeiro karatê.

Assim como essa cor, essa graduação lhe traz a alegria, a vida, o calor, a força, a glória, o poder mental e representa o descobrimento. Ela lhe desperta novas esperanças no caminho, dando-lhe vivacidade, alegria, desprendimento e leveza. Agora ele deve procurar desinibir-se para desenvolver seu brilho, mas também diminuir a ansiedade e as preocupações, construindo sua confiança, energia e inteligência na solução dos problemas que surgirão.

A cor dessa graduação mostra que o praticante deve reter conhecimentos e desenvolver a luz da sabedoria e da criatividade, e assim como o sol, ela deve trazer a luz para as situações difíceis.

O Amarelo simboliza: criatividade, as idéias, o conhecimento, alegria, juventude e nobreza. Apesar do amarelo estar relacionado ao elemento terra, também é uma cor Yang e representa o descobrimento e a abertura para o conhecimento do Karatê.

A FAIXA VERMELHA (Aka Obi) – 5º Kyu (Go Kyu):

 
A cor vermelha sugere motivação, atividade e vontade. Ela atrai vida nova e pontos de partida inéditos.

Essa é a cor do fogo, da paixão do entusiasmo e dos impulsos é a cor mais quente, ativa e estimulante. Ainda é uma cor primária que não pode ser formada pela mistura de outras cores, mostrando assim, que o praticante ainda deverá manter-se puro e fiel ao estilo de Karatê que elegeu.

Essa faixa, pela sua vibração, dá mais energia física, mostrando que agora, mais do que nunca é necessária força de vontade para não desistir da conquista dos seus ideais. Persistência, força física, estímulo e poder são seus traços típicos.

Embora o vermelho represente agressividade, perigo, fogo, sangue, paixão, destruição, raiva, guerra, combate e conquista, também simboliza aquilo que deve ser contido pelo seu portador. Esta cor faz com que você se sinta mais vigoroso, expansivo e pronto para avançar adiante em algum sentido evidente. Ela tende a atrair o olhar das pessoas e chamar a atenção. Se você usar vermelho, isso pode indicar que tem ardor e paixão, ferocidade e força. As pessoas que gostam de ação e drama apreciam essa cor. É uma cor de uma energia muito forte e o praticante deve ter o cuidado e a persistência para não se deixar ser vencido por ela e desistir do caminho.Sendo a cor do sangue, o vermelho também está relacionado à vida e à força de uma energia vital máxima. Esta é uma cor Yang.

A FAIXA LARANJA (Daidaiiro obi) – 4º Kyu (Yon Kyu):

 
Esta é uma cor que é a mistura do vermelho com o amarelo, representado que o conhecimento dos graus anteriores deve estar contido nesta graduação e trazendo as qualidades dessas duas cores. Nos diz que devemos procurar o sucesso no treino diário, agilidade, adaptabilidade, estimulação, atração e plenitude.

Essa cor também simboliza aquilo que o praticante deve buscar: o encorajamento, estimulação, robustez, atração, gentileza, cordialidade e tolerância.

Esta é a cor da comunicação, do calor afetivo, do equilíbrio, da segurança e da confiança. Quem chega nessa faixa deve acreditar que agora tudo é possível, pois essa cor estimula o otimismo, generosidade, entusiasmo e o encorajamento.

A cor laranja mostra ao praticante que ele deve fortalecer as energias e a sua vontade de vencer.A cor laranja está situada entre o elemento fogo e o elemento terra, portanto, carrega um pouco das características dos dois elementos. Também é uma cor Yang.

A FAIXA VERDE (Midori Obi) – 3º Kyu (Sankyu):

 
O verde é uma cor que representa Esperança e a Fé. É a cor mais harmoniosa e calmante de todas. Ela simboliza harmonia e equilíbrio.

Essa cor, que nos chega depois das cores quentes iniciais, nos dá a impressão de que chegamos a um oásis, depois de atravessar um árduo deserto, mas devemos saber que ainda há mais deserto a vencer.

Ela também representa as energias da natureza, esperança, perseverança, segurança e satisfação; fertilidade. O portador deve procurar desenvolver a sua sensibilidade para se comunicar com a natureza interna e externa a si mesmo.

Significa também a harmonia em que devemos estar com ela, junto com o ar, a água e o fogo, elementos da vida que proporcionam bem-estar ao ser humano.

Essa cor simboliza uma vida nova, a energia, a fertilidade, o crescimento e a saúde. Por outro lado, quando em mau aspecto, mostra um orgulho excessivo, superioridade e arrogância.

O verde é ligado ao elemento madeira e a primavera.

Representa o crescimento, desenvolvimento, natureza e saúde. Também significa a etapa da juventude, estando relacionado a este estado emocional, mostrando, assim, que os conhecimentos ainda não se encontram bem claros ou maduros para os praticantes; ainda lhes falta amadurecer mais e delineá-los melhor.

A FAIXA ROXA OU VIOLETA(Murasaki Obi) – 2º Kyu (Nikyu):

 
O roxo é uma mistura das cores azul e vermelho.Essa é a cor usada pelos sacerdotes católicos para refletir santidade e humildade.

Ela gera sentimentos como respeito próprio, dignidade e auto-estima.

Esta é uma cor metafísica. É também a cor da alquimia, das transformações e da magia. Ela é vista como a cor da energia cósmica e da inspiração espiritual.

A cor violeta é excelente para purificação e cura dos níveis físico, emocional e mental.

Simboliza: dignidade, devoção, piedade, sinceridade, espiritualidade, purificação e transformação. Quando em mau aspecto determina manias e fanatismo.

Representa o mistério, expressa sensação de individualidade, influenciando emoções e humores, mas também simboliza a dignidade, a inspiração e justiça. Gera tensão, poder, tristeza, piedade, sentimentalidade.

Tendo isso tudo em mente, a cor desta graduação nos indica que devemos encontrar novos caminhos e a elevar nossa intuição espiritual.

A FAIXA MARROM (Chairo Obi)– 1º Kyu (Ichi Kyu):

 
É a cor da solidificação. Representa a constância, a disciplina, a uniformidade adquirida e a observação das regras mantidas até aqui.Representa a conexão do praticante com o patrono do estilo que lhe foi passado, representado por seus mestres.

Para criar essa cor, você precisa misturar o vermelho com o preto e, portanto, ela tem alguns dos seus atributos. Também representa a autocrítica e a dependência dos mestres para chegar até aqui. Significa que se está completando o processo de amadurecimento, tanto nos conhecimentos técnicos quanto no aspecto mental.

Essa faixa, pela sua cor, emana a impressão de algo maciço denso, compacto.

Sugere segurança e isolamento. Representa também uma poluição que deve sempre ser limpa, através da prática fiel aos princípios do Budô.

Uma pessoa que gosta de vestir-se com marrom por certo é extremamente dedicada e comprometida com seu trabalho, sua família e seus amigos.

A cor marrom gera organização e constância, especialmente nas responsabilidades do cotidiano. As pessoas que gostam de usar essa cor são capazes de ir “à raiz das coisas” e lidar com questões complicadas de forma simples e direta. São pessoas “sensatas”.

A FAIXA PRETA (Kuro Obi) – 1º Dan (Sho Dan):

 
É a junção de todas as cores. Enfim o corpo e a mente chegaram ao final de uma jornada e ao início de outra mais elevada.A faixa na cor preta, representa humildade, autocontrole, maturidade, serenidade, disciplina responsabilidade, dignidade e conhecimento. É a cor do poder, induz a sensação de elegância e sobriedade. Onde o que está fora não entra e o que está dentro não sai.

Observe-se que na maioria das sociedades ocidentais, o preto quase sempre é a cor da morte, do luto e da penitência, mostrando assim, o estado mental, para o mundo, de quem atingiu essa graduação.

Em geral, essa cor é usada por pessoas que rejeitam as regras convencionais ou são regidos por outras normas sociais, como é o caso dos padres ou dos guerreiros que seguem ao Budô.

Essa cor também nos dá uma noção de tradição e responsabilidade.É a ausência de vibração da “não cor” que dá a sensação de proteção ou afastamento.

Por outro lado, absorve, transmuta e devolve as energias negativas, transformadas em positivas.

A meditação nessa cor permite a introspecção, favorece a auto-análise e permite um aprofundamento do indivíduo no seu processo existencial.

Remove obstáculos, vícios e emoções não desejadas. O excesso traz melancolia, depressão, tristeza, confusão, perdas e medo. A cor preta relaciona-se ao elemento água que adapta-se a todas as formas e contorna todos obstáculos é o símbolo do máximo Yin.

EXISTEM TRÊS TIPOS DE FAIXAS PRETAS:

 

1-) Existe a pessoa que por colaborar na divulgação do Karatê-dô tem o reconhecimento de seu serviço com um certificado de Faixa preta Honorário (chamado em japonês de Mey-dan ) .

2-) Existe a pessoa que é Karateka e treina regularmente, mas não possui índice técnico para ser aprovado em exame de faixas oficial, por ser muito antigo, e para evitar constrangimentos, pode receber uma faixa preta em reconhecimento ao empenho demonstrado.É o Suisen-dan (grau por antiguidade).

3-) E, por último, existe o Jitsu-Kyoku–dan ( que é o meu caso ), que foi aquele praticante que se submeteu a banca examinadora e foi aprovado, possuindo nível técnico e treinamento que justifica a sua graduação.

IMPORTANTE: faixa preta de Karatê não é sinônimo de professor de Karatê, mas sim, de pessoa que se sacrificou o suficiente para conseguir um relativo controle de seu corpo e de sua mente .

TEXTO TIRADO DO SITE: http://karatesantamariense.blogspot.com/

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Pai Mei – O Mito 

Conta-se que Pai Mei foi um dos únicos cinco sobreviventes do incêndio do monastério Shaolin, provocado pelos manchus em 1768. Muito provavelmente, o monge Pai Mei (também conhecido como Pak Mei, em Cantonês) é um dos vilões mais notórios das artes marciais, apontado como o culpado por uma das maiores tragédias de toda a história do kung fu, quando teria traído o templo Shaolin do Sul. Existem diversas lendas que apresentam Pai Mei como um dos resposáveis pela destruição do monastério Shaolin, enquanto outras dizem que ele decidiu permanecer numa posição de neutralidade durante a revolta contra o regime Qing, e que um dos seus descípulos, um famoso lutador, foi contratado pelos manchus para caçar e matar os monges rebeldes.

 

Outra versão diz que Pai Mei foi capturado pelos manchus e, temendo por sua vida, decidiu unir-se a eles, ajudando uma tropa manchu a se infiltrar no templo. Depois disso, o monastério teria sido reduzido a cinzas num grande incêndio, deixando como saldo alguns poucos sobreviventes.

 

Porém, de acordo com o mestre Chou Deji, de Foshan, descendente direto de Pai Mei, seu ancestral nada teve a ver com o incêndio de 1768 e esta história errônea teria sido propagada pelo povo, o que fez com que o estilo de kung fu desenvolvido e ensinado por Pai Mei tivesse praticamente desaparecido do conhecimento público, já que os seus praticantes eram considerados como traidores, sendo constantemente perseguidos.

 

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O Tigre do Shotokan 

 

Os praticantes de karate shotokan reconhecem o tigre reproduzido na imagem ao lado como o tigre do estilo Shotokan. Segundo as referências, o tigre foi pintado por um grande artista japonês, Hoan Kosugi. Este artista é considerado um dos maiores impulsionadores do karaté no Japão, tendo sido uma das pessoas que convencerão o mestre Funakoshi a transmitir os seus conhecimentos sobre esta arte.

 

Hoan Kosugi não só convenceu o mestre Funakoshi a ensinar Karate, mas também o levou a escrever um livro para que deste modo os seus conhecimentos ficassem registrados. É na sequência deste livro, “Karate-Do Kyohan”, que Kosugi pinta o tigre [Toro (tigre) No Maki (rolo ou enrolado)], o qual é oferecido ao grande mestre para servir de ilustração na capa do seu livro representando força e coragem.
Para finalizar, as letras junto à cauda do tigre, que muitos se interrogam sobre o seu significado, são a assinatura do artista.

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KYUSHO

Pode se dizer que Kyusho é o ato de traumatizar anatomicamente os pontos vulneráveis do corpo humano.

Para executar o karatê efetivo, é necessário aprender fundamentos de anatomia humana, fisiologia e primeiros socorros. Este conhecimento é chamado – kyusho. Foi mantido em segredo durante séculos. Inclui: posições de pontos vulneráveis, uso de própria armas de impacto e situação melhor para aplicar a técnica a algum ponto.

Se nós compararmos técnica de karatê com uma flexa, então kyusho é o veneno da flexa. Mestre Funakoshi conta que “golpes em explosões rápidas, extremamente precisas e que nunca erram os pontos vitais são a essência do Karatê.”

Há 3 modos para traumatizar os pontos vitais: (1) impacto, (2) pressão e (3) estrangulamento. Como resultado, podem acontecer várias condições: dor, choque, perturbações respiratórias, paralisia temporária, forte torção, deslocamento de juntas, fratura de ossos e hemorragia interna.

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O cerimonial do seppuku conhecido como harakiri

Seppuku é o termo formal para o ritual suicida chamado popularmente de harakiri. Harakiri significa literalmente “cortar a barriga” ou “cortar o estômago”. Era cometido por guerreiros samurais. Ele é feito para recuperar a honra pessoal ou limpar o nome da familia, caso ela fora perdida em alguma atitude indigna, evitar de ser seqüestrado em um campo de batalha ou por pura lealdade ao daimyo e acompanha-los eternamente. Ele banhava-se para purificar seu corpo e a sua alma. Então o samurai deveria ajoelhar-se e enfiar sua tanto, wakizashi ou um punhal, na barriga, no lado esquerdo, e cortá-la então, até o lado direito deixando assim as viceras expostas para mostrar sua pureza de caráter e ao fim puxar a lâmina para cima. O seppuku era muito dolorido, mas o samurai não podia demonstrar dor ou medo.

 

Dentre os motivos para cometer seppuku está a falha ao servir seu senhor ou perda da honra por qualquer motivo. Se o senhor do samurai for derrotado na guerra e o samurai não comete seppuku, nenhum outro senhor irá contratá-lo e ele ficará conhecido como ronin. Por exemplo, no filme Ronin, com Robert DeNiro e Jean Reno, as personagens são como ronins actuais.

 

Seppuku é a parte chave do Bushido, o código dos guerreiros samurais. Era utilizado pelos guerreiros para evitar cair nas mãos dos inimigos, ser usado por inimigo e para atenuar a vergonha que isso causaria. Os samurais podiam também receber ordens dos daimyo (senhores feudais) para que cometessem seppuku. Guerreiros que caíssem em desgraça também tinham permissão por vezes para cometer seppuku ao invés de serem executados. Como o principal ponto do ato era a restauração ou proteção da honra do guerreiro, os que não pertenciam a ordem dos samurais não eram obrigados e não se esperava que cometessem seppuku. Samurais mulheres somente poderiam cometer esse ato com permissão.

No livro The Samurai Way of Death, Samurai: The World of the Warrior, o dr. Stephen Tumbull menciona:
Seppuku era normalmente performado usando um tantō (espada). Poderia ocorrer com a preparação e na privacidade da casa do individuo, ou rapidamente em um local no campo de batalha enquanto os companheiros mantinham os inimigos a distancia.

No mundo dos guerreiros, seppuku era um feito de bravura que era admirado em um samurai que sabia haver sido derrotado, caído em desgraça ou mortalmente ferido. Significava que ele poderia terminar seus dias com os seus erros apagados e sua reputação não apenas intacta como engrandecida. O corte do abdômen liberava o espírito do samurai da forma mais dramática, sendo uma forma extremamente dolorosa e desagradável de morrer, e algumas vezes o samurai que o fazia pedia a um companheiro leal que fosse seu assistente e lhe cortasse a cabeça antes que esta pendesse ou que demonstrasse agonia, o que seria considerado uma desonra tanto para o que cometeu seppuku quanto para o assistente.

Alguma vezes o daimyo era chamado para fazer um seppuku como base para um acordo de paz. Isso deveria enfraquecer o clan derrotado de forma que a resistência deveria efetivamente cessar. Toyotomi Hideyoshi usou o suicídio de um inimigo nesse sentido varias ocasiões, a mais dramática das quais encerrou a dinastia daimyo definitivamente quando Hōjō foi derrotado em Odawara em 1590. Hideyoshi insitiu no suicídio do daimyo Hōjō Ujimasa, e no exilio de seu filho Ujinao. Com um corte de uma espada a mais poderosa família de daimyos do Japão teve o seu fim.

“Apenas vencendo o medo da morte, alguém pode descobrir o enigma da vida.”

 

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Pontos Vitais de ataques no Karatê


 

 

Por: Selfdefencevideo 

Existem alguns importantes pontos vitais do corpo humano. Os katas estudados no karatê foram criados para manter focados os pontos vitais. Todo aluno de Karatê tem por obrigação saber destes pontos e suas e dos efeitos dos golpes aplicados sobre eles. O aluno deve lembrar também que estes são os pontos cujos golpes são proibidos nos campeonatos desportivos como o MMA por exemplo.

 

Pontos e efeitos

1. Base do crânio: Se houver trauma na cabeça, ela irá doer e a dor será acompanhada por desorientação ou inconsciência. Às vezes, durante o traumatismo craniano, poderá haver fratura da coluna vertebral. 

 

2. Orelha: Se não há prejuízo para o ouvido, dor e desorientação irão ocorrer. Também lesão interna e perda de equilíbrio irão ocorrer. 

 

3. Olhos: visão bloqueada e possível cegueira. 

 

4. Têmpora: É muito importante. Se há prejuízo para a têmpora, e desorientação e desmaio ocorrerá. 

 

5. Nariz: se houver prejuízo à porção do nariz, irá ocorrer sangramento nasal ou fratura óssea. 

 

6. Abaixo do ouvido: se houver prejuízo à sob a orelha, vai causar muita dor. 

 

7. Sob o nariz: Se há prejuízo para debaixo do nariz, dor e fratura irão ocorrer. 

 

8. Mandibulares: Fratura na mandíbula. 

 

9. Clavícula: Conduzirá a fratura clavicular. 

 

10. Garganta: se houver grande prejuízo para a traquéia, a morte irá acontecer. 

 

11. Plexo solar: Se não há prejuízo para o plexo solar, danos a órgãos internos e inconsciência irão  pode causar a morte. 

 

12. Pulso: Irá causar fratura com dor intolerável. 

 

13. Cotovelo: Muita dor ocorrerá. 

 

14. Virilha: Se houver lesão na virilha, pode danificar os órgãos reprodutores, ou ele vai causar inconsciência ou até morte. 

 

15. Interior da coxa: Irá causar rompimentos  muscular e dormência. 

 

16. Joelho: Fratura óssea e luxação ocorrerão. 

 

17. Lado de costelas: Se há prejuízo, entre 5 ª e 6 ª costelas óssea, perda da função pulmonar irá ocorrer ou sufocamento. 

 

18. Rim: Lesões internas causarão lesão seguida de morte. 

 

19. Volta do pescoço (Quarta vértebra cervical): Irá causar paralisia ou fratura. Às vezes, a morte irá acontecer. 

 

20. Torção do joelho: Irá causar fratura e luxação do osso. 

 

Nota: complicações mais graves, do que os descritos acima, também poderão ocorrer. Assim, você tem de ter cuidado com esses pontos. Imaginem se nos combates de MMA golpes sobre estes pontos fossem permitidos. Duas coisas com certeza iriam ocorrer. Primeiro, a maioria dos combates terminariam em morte. Segundo, os karatecas levariam plenas vantagens por treinar mais este tipo de ataques.

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NOVAS REGRAS WKF

O presente documento pretende ser um guião das principais alterações e não substitui a leitura integral e cuidadosa da nova versão das Regras.

 

Artigo 2.

Os Árbitros devem usar calças de tom cinzento claro ou meio claro.

Em relação ao cabelo dos competidores: são proibidas fitas, missangas ou outros objectos de decoração. É permitido um elástico discreto para o rabo de cavalo.

Os Cadetes devem usar as novas protecções da WKF para a cara e corpo.

 

Artigo 5 – Duração do Combate

A duracção de um combate de Kumite é de 3 minutos para os Séniores masculinos (tanto equipas como individual) e de 4 minutos nas Finais e disputas para o 3º lugar.

Os combates Séniores Feminino serão de 2 minutos e de 3 minutos nas Finais e disputas para o 3º lugar.

Os combates de Juniores e Cadetes serão de 2 minutos.

De forma a auxiliar o Árbitro no que respeita a faltas de categoria 2, o aviso de “Atoshibaraku” será dado 10 segundos antes do final do combate.

 

Artigo 6 – Pontuação

A pontuação é simplificada:

. Sanbon: pontapés Jodan e todas as outras técnicas pontuáveis executadas sobre um oponente caído ou projectado.

. Nihon: pontapés Chudan.

. Ippon:  Tsuki Chudan ou Jodan.Uchi.

Não é permitido contacto Jodan nas técnicas de braços (incluindo na máscara), no caso dos Cadetes e Juniores. Somente pode existir um contacto ligeiro (toque na pele) para as técnicas de pernas. A distância pontuável aumenta para 10 cm da face, cabeça e pescoço. (mantem-se em 5 cm para os competidores com mais de 18 anos de idade).

 

 

 

Artigo 7 – Critérios para Decisão

O Encho Sen é abolido. É substituído pelo Sai Shiai: um combate completamente isolado com a duração de 1 minuto. Todas as pontuações e faltas anteriores são apagadas do quadro de pontuação.  A vitória é dada à pontuação mais alta ou por Hantei.  

 

Artigo 8 (e Anexo 3) – Comportamento Proibido

Será atribuído Keikoku – e Ippon ao oponente – logo na primeira demosntração de  exagero de ferimento. A casos mais sérios podem ser atribuídos, de imediato, Hansoku Chui ou Hansoku. É importante que o Árbitro compreenda bem a diferença entre exagerar o efeito de um contacto ou ferimento reais e fingir um ferimento, a que se deve atribuir Shikkaku.

Projecções perigosas: é terminantemente proibido agarrar o oponente abaixo da cintura ou puxar-lhe as pernas. Todas as faltas por projecção, quer resultem ou não em ferimento, são de Categora 1.

Fuga de combate engloba todas aquelas situações em que um competidor tente deixar o tempo correr para que o oponente não tenha oportunidade de recuperar pontuação.

 

Artigo 10 – Ferimentos e Acidentes na Competição

O competidor será examinado pelo médico sempre que o período de 10 segundos seja iniciado. No caso de se tratar de ferimentos ligeiros ou fingimento serão aplicadas as devidas penalizações.

 

Artigo 12 ( e Anexo 3)

Os Árbitros deixam de poder pedir aos Juízes que reconsiderem a sua decisão. Após o Árbitro dizer “Yame”, os Juízes baixam as suas bandeiras e esperam que este regresse ao seu lugar. De seguida, o Árbitro assinala as suas razões para parar o combate e os Juizes, por sua vez, assinalam a sua opinião final. O Árbitro deve, nessa altura, assinalar a decisão da maioria.

O sinal de bandeira Mienai dos Juizes deixa de ser usado.

O tempo permitido para tentar uma projecção ou técnica posterior a agarrar ou luta corpo-a-corpo é reduzido para 2 segundos.

As faltas de categoria 2 incluem permanecer frente a frente, encostados à altura do peito.

KATA

Serão usados 5 Juizes.

Nas competições por equipas, o Bunkai será feito tanto nas Finais como nas disputas para o 3º lugar.

Na situação de Hantei, o Juiz Chefe pedirá ao painel para manter as bandeiras levantadas cerca de 5 segundos.

comentários
  1. julia disse:

    o nome correto para kimono é karate-gi

  2. flavio ohhira disse:

    Exato, KARATE GI, mas se ler KARATE-GUI.

    Ossu

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